PROJETO FUNDAÇÃO BOTICARIO
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza anunciou que está recebendo, até o dia 31 de março, inscrições de propostas para editais de apoio a projetos. Podem concorrer ao financiamento projetos que contribuam para a conservação da natureza no Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos.
Os projetos devem se enquadrar em um das seis categorias: ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; ações para implementação de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais; ações para a restauração de ecossistemas naturais; ações para prevenção ou controle de espécies invasoras; estudos para a criação ou manejo de unidades de conservação; e pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.
Outra linha é o Edital Bio&Clima-Lagamar, direcionada à região do Lagamar (litoral sul de São Paulo e litoral do Paraná) e a projetos que se enquadrem nas seguintes temáticas: impacto das mudanças climáticas em espécies e ecossistemas; monitoramento de longo prazo de variáveis bióticas e abióticas; serviços ecossistêmicos e os impactos das mudanças climáticas; e previsão de cenários climáticos e seus impactos sobre a biota.
As inscrições podem ser feitas no site da Fundação (O que fazemos > Apoio a Projetos > Editais > Como inscrever).
A DIVISÃO DO ESTADO PAULISTA
Um novo Estado de São Paulo?
Dentre as diversas propostas polêmicas para divisão dos Estados brasileiros, uma delas se destaca pela ousadia: dividir o estado de São Paulo, que é, economicamente, o mais forte do país.
De acordo com o geógrafo José Donizete Cazzolato, autor do livro Novos Estados e a Divisão Territorial do Brasil, o Estado de São Paulo seria composto pelos vales do Paraíba e do Ribeira, além da região metropolitana. Seria criado, então mais um estado: o Interior Paulista, com a capital em Campinas.A divisão territorial proposta no livro busca ser harmoniosa e leva em conta área, população e municípios. Para o geógrafo, a nova divisão do Estado impulsionaria o desenvolvimento econômico e social do atual interior paulista e aumentaria a representatividade de São Paulo no Congresso - seriam o dobro de deputados e senadores.
O autor aplica os critérios geográficos propostos, e constrói um possível cenário com 37 Unidades da Federação, dos quais 33 Estados e 3 Territórios Federais.
Projetos anteriores sobre o desmembramento de São Paulo, sugeriram, sem sucesso, a criação de 'São Paulo do Leste' e 'São Paulo do Sul'. Cazzolato esclarece que há ao menos 30 projetos para criação de novos Estados, nas cinco regiões do País.
Mas e você, leitor? É a favor ou contra a divisão de São Paulo? Clique AQUI para deixar sua opinião em nosso Portal Comunitexto.
VAGA PARA COORDENADOR TECNICO DO IPEF
O IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, está com inscrições
abertas até o dia 03/02/2012 para o processo seletivo de uma vaga para a
função de:
Coordenador Técnico do Programa de Proteção Florestal - PROTEF
São requisitos para o cargo:
• Curso de graduação concluído na área florestal e/ou correlatas;
• Experiência mínima de 1 (um) ano em atividades relacionadas a proteção
florestal (entomologia e/ou patologia florestal), preferencialmente com
atuação em empresas florestais;
• Conhecimento dos sistemas de certificações voluntários FSC e CERFLOR/PEFC;
• Inglês fluente;
• Espanhol fluente (desejável);
• Disponibilidade para viagens;
• Habilitação do tipo “B” para condução de veículos automotores; e
• Usuário de informática (Microsoft Office e Internet).
Os interessados devem encaminhar currículo para rhkat@yahoo.com.br
Divulgacao_IPEF-l mailing list
Divulgacao_IPEF-l@listas.ipef.br
http://www.listas.ipef.br/mailman/listinfo/divulgacao_ipef-l
CONSULTOR FINANCEIRO PARA PDRS
A SMA está recebendo manifestações de interesse para contratação de consultor (pessoa física) para realizar avaliação financeira das propostas de Subprojetos Ambientais do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - PDRS.
Os serviços serão executados por profissionais com formação na área de economia, com mestrado ou equivalente em economia e experiência prévia de no mínimo 5 anos em avaliação
econômica e financeira de projetos e investimentos relacionados à gestão de recursos naturais e/ou economia rural.
O endereço para envio das manifestações de interesse, documentos de referência e mais informações estão disponíveis em http://www.ambiente.sp.gov.br/adminisLicitacoesPadrao.php
Por gentileza, ajude a divulgar.Atenciosamente,
Equipe Subprojetos Ambientais
Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao MercadoCoordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais
Secretaria de Estado do Meio Ambiente
Tania Maria Silva
Assessora Técnica Territorial
Território Vale do Ribeira/SP
Convênio - PLURAL/SDT/MDA
13 - 9757-2585
TRABALHO NO XINGU
O Instituto Socioambiental é uma associação civil, sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), fundada em 22 de abril de 1994, por pessoas com formação e experiência marcante na luta por direitos sociais e ambientais. O ISA tem como missão institucional defender bens e direitos sociais, coletivos e difusos, relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos. Produz estudos, pesquisas, programas e projetos que promovam a sustentabilidade socioambiental, divulgando e defendendo a diversidade cultural e biológica do país.
O Programa Xingu visa contribuir com o ordenamento socioambiental da Bacia do Rio Xingu considerando a expressiva diversidade cultural, social, econômica e ambiental que a caracteriza e a importância do corredor de áreas protegidas de 28 milhões de hectares que inclui Terras Indígenas e Unidades de Conservação, situado ao longo do curso do rio Xingu. Desenvolve um conjunto de projetos voltados à proteção e sustentabilidade dos 24 povos indígenas e das populações ribeirinhas que habitam a região, a viabilização da agricultura familiar, adequação ambiental da produção agropecuária e proteção e recuperação das nascentes e matas ciliares das cabeceiras do Xingu no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu (www.yikatuxingu.org.br).
O presente edital visa preencher uma vaga de técnico (a) de nível superior para trabalhar com articulação política, planejamento e gestão socioambiental.
O profissional terá as funções de assessorar o desenvolvimento de processos voltados à adequação socioambiental de municípios e propriedades rurais na Bacia do Xingu no Mato Grosso e em Altamira-PA, articulando-se com prefeituras, sindicatos, associações de produtores, movimentos sociais, organizações e pessoas que trabalham na região.
Responsabilidades:
• Estabelecer e manter o diálogo e articulação política com diferentes atores sociais da região buscando assegurar condições favoráveis ao desenvolvimento dos trabalhos.
• Participar na elaboração de estudos e realização de análises sobre processos diagnósticos e planejamentos socioambientais nas diferentes esferas de atuação
• Produzir, sistematizar e analisar informações sobre aspectos físicos, econômicos e socioambientais da bacia do Xingu para subsidiar os trabalhos.
• Coordenar esforços para manutenção e atualização de um banco de informações textuais e georreferenciadas sobre a dinâmica de ocupação e uso da terra da região das cabeceiras do Xingu e dos projetos em andamento.
• Elaborar projetos para captação complementar de recursos.
• Manter interlocução e elaborar relatórios para os apoiadores dos projetos relacionados.
• Participar na elaboração e execução de cursos, oficinas e seminários de formação do ISA.
• Elaborar informes periódicos sobre o andamento das atividades e projetos, avaliando e propondo melhorias para a coordenação do Programa Xingu.
• Representar o ISA em articulações com outras entidades públicas ou privadas que trabalhem com temas correlatos.
• Compromisso com os objetivos e valores do ISA e da Campanha Y Ikatu Xingu;
• Cumprir os procedimentos administrativos do ISA.
Perfil requerido:
• Nível superior nas áreas de ciências sociais, gestão ambiental, biológicas, florestais ou agronômicas (obrigatório);
• 3 anos de experiência em atividades afins ao escopo do trabalho apresentado (obrigatório);
• Desenvoltura para entender e trabalhar com diferentes atores sociais, incluindo aqueles de origem culturalmente diferenciada (povos indígenas e ribeirinhos) (obrigatório);
• Boa organização no trabalho e habilidade para trabalhar em equipe, formar, articular e motivar os grupos (obrigatório);
• Capacidade de comunicação e articulação política (obrigatório);
• Proficiência do idioma inglês (obrigatório);
• Disponibilidade para residir na cidade de Canarana – MT e/ou Altamira-MT e realizar viagens frequentes (obrigatório);
• Ter habilitação para dirigir carro e/ou moto. Desejável ter experiência em estradas de terra (obrigatório).
• Conhecimentos de geoprocessamento.e seus aplicativos (desejável);
• Habilidades e experiências na concepção e análises quantitativas e qualitativas (desejável);
• Conhecimento da legislação ambiental federal e estadual do MT e PA aplicável (desejável);
Condições:
Trabalho de 40 horas semanais. Contrato CLT. Sede no escritório do ISA em Altamira-PA e/ou Canarana-MT. 50% do tempo em atividades de campo e 50% no escritório.
Benefícios:
Seguro saúde; Seguro de Vida, Auxilio Alimentação ou refeição
Aos interessados, favor enviar:
a. Currículo resumido (máximo 4 páginas)
b. Carta justificando interesse e capacidades para o trabalho (com último salário e pretensão salarial)
c. Pelo menos uma referência profissional (nome, cargo, instituição, telefone e e-mail) por e-mail, indicando no campo da mensagem Analista Xingu , aos cuidados de Recursos Humanos ( mariamartha@socioambiental.org ou renatabraga@socioambiental.org)
Pedimos a observância dos itens obrigatórios no Perfil Requerido. Os currículos que não cumprirem tais quesitos e sem apresentação da Carta não serão avaliados
Prazo de recebimento de currículos: 10 de fevereiro de 2012
Renata Braga
Administração - ISA
Instituto Socioambiental
renatabraga@socioambiental.org
Tel.: 3515-8914
Skype: renata.braga5
CURSO DE PROCEDIMENTOS EM COMITES DE BACIAS
Curso a distância sobre práticas e procedimentos de comitês de bacia hidrográfica recebe inscrições
Entre os dias 23 e 25 de janeiro estarão abertas as inscrições para a primeira turma do curso a distância “Comitê de bacia hidrográfica: práticas e procedimentos”. As inscrições podem ser realizadas em www.trainning.com.br/eadana.asp. Serão oferecidas 400 vagas, por ordem de inscrição. O curso é gratuito e pode ser acessado a partir do dia 30 de janeiro, com carga horária de 10 horas, e deverá ser concluído em até 15 dias.
O objetivo é orientar o funcionamento dos comitês de bacia. Serão apresentados a estrutura organizacional, o papel de cada um dos elementos constituintes (plenário, diretoria, secretário, câmaras técnicas, grupos de trabalho, etc), exemplos de documentos e informações úteis para o funcionamento de um comitê.
Os alunos que concluírem a capacitação com aproveitamento mínimo de 70% em avaliação de desempenho receberão certificado digital, validado pela Agência.
Este curso faz parte de uma série de capacitações oferecidas pela Agência Nacional de Águas (ANA). Ao longo de 2012, serão oferecidas turmas com os temas: outorga de direito de uso de recursos hídricos, estudo de caso sobre a cobrança no Rio Doce, sistema Hidroweb, conservação de água em sistemas prediais e gestão de recursos hídricos nos municípios.
Serviço:
Curso online: Comitê de bacia hidrográfica: Práticas e Procedimentos
Inscrições: www.trainning.com.br/eadana.asp
Período de inscrição: de 23 a 25 de janeiro de 2012
Aulas: início em 30 de janeiro de 2012
Mais informações pelo (61) 2109-5563 ou gecap@ana.gov.br
http://capacitacao.ana.gov.br
Atenciosamente,
Secretaria Executiva do CBH-Paranaíba
Rua Padre Félix, nº 140, Centro
CEP 75.503-130 Itumbiara-GO
FONE: (64) 3433-0499
DE CATADORA DE PAPEL A PRIMEIRA DAMA DO PETROLEO
Fonte: Valor Econômico
"ADilma do Petróleo". A frase é quase inevitável quando se conversa com alguém que convive ou conviveu profissionalmente com Maria das Graças Silva Foster, 58 anos, ou simplesmente Graça Foster, indicada pela presidente Dilma Rousseff para substituir José Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobras, a estatal que é a maior empresa do país e uma das maiores do mundo no setor.Depois que a notícia foi confirmada em um comunicado da estatal informando que o nome de Graça Foster será indicado na próxima reunião do conselho da empresa, marcada para o dia 9 de fevereiro, as ações da Petrobras subiram no pregão da BM&FBovespa: as ordinárias, 3,6%, e as preferenciais, 3,94%.Graça Foster é uma mineira que cresceu em favela do Rio de Janeiro nos anos 50, o Morro do Adeus (zona norte), que hoje faz parte do Complexo do Alemão, ocupado pela polícia em 2010. Foi lá que viveu até os 12 anos de idade, quando a família mudou-se para a Ilha do Governador (zona norte). No morro, começou a trabalhar, aos 8 anos, como catadora de papel, garrafas e latas que vendia para comprar material escolar.
Mineira, Graça cresceu em favela do Rio, foi catadora de papéis e depois se formou em engenharia.Ao contar sem pieguice a infância dificílima em entrevista no ano passado, Graça protestou quando ouviu a repórter concluir que era estudiosa para chegar onde chegou. Afinal, é uma tarefa e tanto formar-se em engenharia química, ter mestrado em engenharia de fluidos, pós-graduação em engenharia nuclear e MBA em economia saindo de uma infância com tão poucos recursos. Ela discordou."Eu sempre estudei porque precisava estudar, precisava sobreviver e cuidar da minha mãe", corrige. Essa trajetória, sem dúvida, ajudou a moldar sua personalidade adulta. "A necessidade que eu tive de superar a mim mesma tantas vezes desde a minha infância me trouxe muita força, muita coragem e muita confiança. Tive que comprar minha borracha, minha caneta e acho que começou aí a necessidade de cuidar de mim e o entendimento que eu tinha também que cuidar dos meus pais", contou.Ainda na faculdade, Graça teve a filha Flávia, que lhe deu a neta Priscila. As três são virginianas. Do terceiro casamento, nasceu o filho Colin Foster, que tem o mesmo nome do pai.A comparação da engenheira com a presidente da República, avalista da ascensão profissional recente, é feita pelos observadores sob dois pontos de vista que se relacionam: a fama de eficiência técnica e de dureza no trato profissional que ambas ostentam e que, no caso da futura presidente da Petrobras, lhe rendeu um impressionante histórico de admiração mesclada com temor.A indicação de Graça era esperada há mais de um ano e por isso não causou surpresa no mercado. Fontes ligadas à indústria não acreditam que a mudança na Petrobras ficará apenas na presidência. A primeira grande pergunta é quem vai substituir Graça na diretoria de gás e energia. O nome mais lembrado pelo mercado é o de José Lima de Andrade Neto, funcionário de carreira da estatal, ex-secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia e atual presidente da BR Distribuidora, cargo que assumiu substituindo Graça. Mas a executiva também pode ter negociado sua substituição por um de seus gerentes-executivos.Os nomes mais cotados são o de Richard Olms (responsável por logística e participações em Gás Natural) e o de Antonio de Castro (marketing e comercialização de gás e energia). Também são grandes as expectativas de mudança em outras diretorias, como a de exploração e produção (com Guilherme Estrella) e da área internacional, que hoje é dirigida por Jorge Zelada por indicação do PMDB do Rio de Janeiro.Graça Foster conheceu a presidente Dilma Rousseff em 1998, quando trabalhava na TBG, empresa controlada pela Petrobras responsável pela construção e operação do trecho brasileiro do Gasoduto Bolívia-Brasil. "Ela era secretária de energia do Rio Grande do Sul. Começamos a trabalhar juntas e estamos juntas trabalhando, assim como os outros diretores estão juntos trabalhando com a presidenta. O governo é o controlador e ela representa o controlador", explicou Graça em entrevista no ano passado.
Uma das mudanças que a executiva deve fazer no comando da Petrobras é a adoção de um sistema de gerenciamento em todas as área da empresa com os projetos catalogados e com sua base orçamentária anexada. A executiva é extremamente organizada e toda a carteira de projetos da área de gás e energia segue esse padrão. Trabalhadora compulsiva, Graça é uma chefe exigente com prazos e metas. Atrás de sua mesa ela tem um calendário de "marcos" que detalha datas das diferentes fases de todas obras da sua área. Em um dia de novembro do ano passado estava marcado o vencimento do prazo de autorização para construção e montagem da estação de compressão de Pilar. O quadro com os marcos de 2011 foi arquivado em novembro e substituído pelo de 2012, onde já estão previstos todos os projetos da área de gás e energia que fazem parte do Plano Estratégico da Petrobras até 2016."É a forma mais primitiva de gestão, a mais simples, você saber o que tem que fazer. Todos os gerentes sabem o que precisam fazer, e os coordenadores dos projetos sabem todos os marcos", explicou Graça em uma entrevista ao Valor no final do ano passado.É possível perceber por aí que não deve ser fácil ter como chefe um "trator" como esses. Nos corredores da Petrobras, muitas histórias, com os exageros da transmissão oral, ilustram essa fama. Uma delas conta que, já como diretora de Gás e Energia da empresa, Graça pediu a uma pessoa da sua equipe um determinado trabalho. Conhecedora do estilo explosivo da chefe quando alguma coisa não saía como ela desejava, essa pessoa decidiu gravar o pedido para não cometer erros.Dito e feito: na hora que recebeu o trabalho solicitado, na frente de várias pessoas, a diretora disse que estava tudo errado e que não fora aquilo que ela pedira. Como o célebre cacique Juruna, a pessoa recorreu ao gravadorzinho com o objetivo de mostrar que agira de acordo com a ordem recebida. Em um acesso de fúria, Graça então arremessou o equipamento que se espatifou contra a parede.Dias depois, a pessoa ofendida recebeu um pequeno presente: ao abrir, verificou que era um gravador igual ao que perdera. Junto, havia um pedido de desculpas. Essa segunda parte evidencia outra face do temperamento da nova indicada para presidir a Petrobras: um misto de dureza extrema com ternura, ao melhor estilo de Ernesto Che Guevara, que, passado o rompante, a faz admitir seus excessos e se desculpar.Por essas e outras é que um profundo conhecedor da Petrobras e do setor como um todo deu seu diagnóstico acompanhado de um pedido de discrição quanto ao seu nome: "Na média geral, a troca (de Gabrielli por Graça) é positiva para a empresa, só não sei se também para o subordinados".Para esse observador, a futura presidente da estatal tem pulso firme e conhecimento do setor suficientes para corrigir problemas que a empresa vem enfrentando nos últimos anos. Um deles, a insistente desconfiança do mercado quanto à sua capacidade de gerar receita suficiente para remunerar consistentemente seus acionistas.Graça chega cedo ao escritório, trabalha muito -há cinco anos não tira férias- e cobra mais ainda. Às vezes, prefere ouvir os técnicos de campo a seus pares de diretoria, deixando esses últimos um tanto constrangidos.Mas a seu crédito consta o esforço recente para aumentar a disponibilidade de gás natural no mercado, seja com geração o própria ou com importação, minimizando a insegurança quanto ao abastecimento, especialmente para fins de geração elétrica. No comando da BR Distribuidora teria, entre outros, o mérito de combater incansavelmente os fraudadores de combustíveis que colocaram em cheque os mercados de distribuição e de revenda.O físico Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), afirmou que discutiu muito com Graça no tempo do apagão elétrico brasileiro (em 2001), a criação de um programa específico para destinação do gás para a geração elétrica.Para ele, ficou uma imagem de eficiência e trabalho. Quanto à fama de durona, o também polêmico diretor da Coppe tem um ponto de vista simples: "A gente não precisa de moleza".O analista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), conhecido como um ferrenho adversário de Pinguelli, concorda com o diretor da Coppe quanto a Graça Foster. Pires vê na futura presidente da estatal a imagem de profunda conhecedora da empresa, onde está desde 1978, e o nome mais acertado para substituir Gabrielli.Permanentemente preocupado com a rentabilidade da estatal para os acionistas privados, o técnico vê na relação estreita da presidente da República com a futura presidente da Petrobras a chance de a empresa ter uma gestão mais técnica e menos política que corrija as distorções há muito apontadas pelo mercado como causa da baixa rentabilidade da empresa.A fama de durona e de íntegra não evitou que fossem levantadas suspeitas de favorecimento pela Petrobras da empresa C. Foster, pertencente a Colin Foster, atual marido de Graça. As suspeitas referem-se a 42 contratos, sendo 20 sem licitação, que a estatal teria assinado com a C. Foster para a compra de componentes eletrônicos desde que a futura presidente assumiu a diretoria de Gás e Energia da empresa. Segundo a Petrobras, nenhum contrato foi assinado com a área dirigida por Graça.
Cidades da região correm risco de ficarem sem água em 2025 Estudo feito pela Agência Nacional de Águas aponta que municípios precisam encontrar soluções alternativas para evitarem dasabastecimento no futuro; Uma pesquisa da Agência Nacional de Águas lançou um alerta para nove cidades da região. Elas correm risco de enfrentar desabastecimento em 2025.A estação de tratamento de Queluz capta água do Rio Entupido e abastece toda a cidade, mas uma obra já foi feita para que o município receba também a água do Rio Paraíba. Uma maneira de evitar que a população não sofra com uma futura escassez."Em uma necessidade futura, se o rio que hoje fornece água para o município ficar comprometido, a Sabesp tem uma alternativa para captação dessa água para o abastecimento da população de Queluz", afirmou o prefeito José Celso Bueno. Cidades terão que encontrar alternativas, como a captação de água de outros rios, para sofrerem com o desabastecimentoQueluz está na lista das cidades que precisam de investimentos prioritários para que não fique sem água até 2025. O levantamento, coordenado pela Agência Nacional de Águas, mostrou que 55% dos municípios do país estão nessas condições. Se nada for feito, 72% da população ou 139 milhões de brasileiros, terão falta d'água em casa daqui a 14 anos.Na região, além de Queluz, que parece já ter resolvido o problema, estão na lista: São José dos Campos, Campos do Jordão, Potim, Bananal, Bragança Paulista, Joanópolis e Vargem.Lavrinhas também está na lista. A cidade é abastecida pelo Rio do Braço. O problema é que nesse local foram montadas duas centrais de captação. Uma para o próprio município e outra que abastece toda a cidade de Cruzeiro. "Tenho certeza de que não teremos problemas com a água até 2015, mas se tiver, é claro que algumas atitudes teremos que tomar", informou o prefeito de Cruzeiro, José Luiz da Cunha.
Planos
Antes de tomar atitudes mais drásticas, a cidade se planeja para evitar falta d'água. O replantio de toda a mata ciliar em torno do rio deve ser feito ainda esse ano. A capacidade dos dutos também foi ampliada e novas estações de tratamento de esgoto serão construídas.A superintendência da Sabesp alega que as medidas adotadas nos municípios mostrados na reportagem são suficientes para manter o abastecimento. As obras, aliadas a investimentos de R$ 350 milhões em tratamento de esgoto, devem garantir água na torneira dos moradores dessas cidades. "A Sabesp tem a solução para atender as demandas futuras. Nós temos um programa de perdas bastante audacioso, em torno de R$ 13 milhões por anos durante os próximos 10 anos", disse o superintendente da Sabesp, Otto Elias Pinto. Mas além de investimentos e precauções, o futuro sem água só pode ser assegurado completamente com o uso racional da água. De onde quer que ela venha. Segundo o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Cruzeiro, a estação do Rio do Braço, em Lavrinhas, é responsável por 15% da captação de toda a água utilizada do município e que, caso a cidade seja impedida de captar água do local, outros mananciais podem ser usados, sem prejuízos para o abastecimento.
Responder Responder a todos Encaminhar
ABERTA INSCRIÇÕES PARA RENOVAÇÃO CONSELHO GESTOR DAS APAS CAMPOS DO JORDÃO E SAPUCAI MIRIN
APA CJ SM apas.cj.sm@gmail.com
17:33 (18 horas atrás)
para joao.mauro, bcc: mim
Prezados,
Sirvo-me do presente para comunicar que iniciamos o processo de renovação do Conselho Gestor da APA Campos do Jordão e APA Sapucaí-Mirim (que engloba os municípios de São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal) e cadastramento da Sociedade Civil Organizada.
Solicito especial atenção em relação ao auxílio na divulgação da Portaria FF n°101/2011 para a renovação do Conselho Gestor, anexa a esta mensagem.
A referida Portaria foi assinada no dia 13/12/2011 e publicada no site da Fundação Florestal (www.fflorestal.sp.gov.br) em 16/01/2012. Os interessados têm o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação da Portaria no site (até dia 15/02/2012), para o cadastramento conforme ficha de cadastro anexa à Portaria.
Permaneço à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.
Atenciosamente.
João Mauro Carrillo
Gestor - Fundação Florestal - SMA
APA Campos do Jordão, Sapucaí-Mirim e Silveiras
Monumento Natural Estadual da Pedra do BaúAv. Pedro Paulo, s/n, Horto FlorestalCEP - 12460-000, Caixa Postal 264, Campos do Jordão - SP
Tel: (12) 3663-3762 - ramal 217
2 anexos — Baixar todos os anexos (zipado para Português)
FICHA DE CADASTRO APAs CAMPOS DO JORDÃO E SAPUCAÍ-MIRIM.doc
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| Criada a primeira Unidade de Conservação Ambiental de São Lourenço |
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O prefeito de São Lourenço assinou, na tarde de sexta-feira (23), na Catedral de Bambu, no Parque das Águas, o decreto municipal de criação de uma Área de Preservação Ambiental (APA) de 40 hectares, que compreende toda a extensão da antiga Fazenda Sharp, também conhecida como Chácara da Miguela. A solenidade contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães; do gerente da Nestlé em São Lourenço, Antônio Carlos Daleluchi; do gerente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de São Lourenço, Antônio Domingos Cabral; secretários, diretores e gerentes da prefeitura, bem como dos membros da Ong Arara.A criação da APA foi aprovada em audiência pública, realizada no dia 9, na sede da Associação dos Moradores do São Lourenço Velho. O local sediará o projeto Arara, criado pela Ong Arara, formada por alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de São Lourenço. O prefeito destacou a importância do ato. Segundo ele, a criação da primeira Unidade de Conservação do município vem ao encontro da vocação natural da cidade, que é promover a qualidade de vida, preservando o meio ambiente, e salientou o importante trabalho do Governo do Estado na área ambiental. “É grande a preocupação da administração com a preservação do meio ambiente, e por isso estamos trabalhando em parceria com entidades representativas da sociedade civil e empresas, como a Nestlé”, salientou. Ele falou ainda sobre a criação do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sócio-econômico e Sócio-ambiental dos Municípios da Microrregião de São Lourenço (Cidesea), afirmando que a questão da destinação do lixo está praticamente resolvida. O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, fez um breve retrospecto das ações de sua pasta, destacando a iniciativa de São Lourenço, principalmente o trabalho dos integrantes da Ong Arara. A APA Águas da Mantiqueira, no terreno pertencente à Nestlé, será gerenciada pela Ong Arara, que cuidará da unidade de conservação, onde planeja implantar o Projeto Arara, que visa a conservação de espécies ameaçadas de extinção e a promoção de cursos de educação ambiental. O governo do Estado também se comprometeu a criar um centro de treinamento de brigadistas no local. Outro projeto da Ong é a implantação de um viveiro de aves em extinção, que cuidará da reprodução desses animais, que serão fornecidos pelo Ibama. Segundo o presidente da Arara, Robert Ricceli Oliveira, “o objetivo do viveiro é chamar a atenção dos cidadãos para a conservação das espécies em extinção, trazendo para perto de todos essas aves e, ao mesmo tempo, propiciar a reprodução desses animais, garantindo o aumento populacional das espécies”.Outra importante ideia dos integrantes da Ong é a reconstrução da antiga sede da chácara, um casarão da década de 20, onde funcionou, por alguns anos, a Casa da Cultura. “A obra será realizada com recursos do governo do Estado, através do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), e terá mantido o estilo original da construção”, disse Robert.
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AS ENCHENTES
A TEMPORADA DAS CHUVAS ESTÁ CHEGANDO: "CAMPANHA PERMANENTE DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"

NÃO PERMITA QUE AS TRAGÉDIAS
SE REPITAM EM SUA CIDADE
DIGA NÃO
ÀS ENCHENTES
VERIFIQUE SE OS BUEIROS ESTÃO TODOS DESENTUPIDOS – RECLAME SE NÃO ESTIVEREM OU DESENTUPA VC MESMO, SE PUDER!
NÃO JOGUE E NÃO DEIXE JOGAR LIXO NOS RIOS, NAS RUAS E NOS TERRENOS BALDIOS. DENUNCIE !
SOLICITE LIMPEZA NOS CURSOS D’ ÁGUA DAS REGIÕES ONDE OCORRERAM ENCHENTES.
SE NOTAR DERRUBADAS DE MATAS E INVASÕES EM ÁREAS DE RISCO, AVISE A DEFESA CIVIL OU A PM. NÃO INVADA A FAIXA MARGINAL DE PROTEÇÃO DOS RIOS, RIBEIRÕES E CÓRREGOS.
TERRAPLENAGENS E ATERROS SUSPEITOS PODEM PROVOCAR DESABAMENTOS. DENUNCIE !
NÃO EFETUE CONSTRUÇÕES SEM LICENCIAMENTO DOS ÓRGÃOS COMPETENTES E, SOBRETUDO, NÃO MEXA NAS ENCOSTAS SEM UM PROJETO ELABORADO POR PROFISSIONAL COMPETENTE, COM ART DO CREA E APROVADO PELA SUA PREFEITURA.
SE AS ÁGUAS COMEÇAREM A SUBIR, SAIA DA CASA IMEDIATAMENTE...SUA VIDA VALE MUITO MAIS !
NÃO ENFRENTE INUNDAÇÕES COM O SEU CARRO. ELE PODE SER ARRASTADO PELA FORÇA DAS ÁGUAS.
A VÍTIMA PODE SER VOCÊ E SUA FAMÍLIA!
AJUDE A EVITAR PREJUÍZOS E MORTES !
PRECISANDO, LIGUE PARA A
DEFESA CIVIL 199
"DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"
AO LANÇARMOS ESTA CAMPANHA EM 1998 ESTÁVAMOS CONSIDERANDO QUE NO VERÃO TEMOS UM CONSIDERÁVEL AUMENTO DAS PRECIPTAÇÕES PLUVIOMÉTRICAS EM NOSSAS COMUNIDADES, PROVOCANDO SÉRIOS PROBLEMAS E TRANSTORNOS PARA AQUELAS QUE NÃO ESTÃO DEVIDAMENTE PREPARADAS PARA AS CHAMADAS "CHUVAS DE VERÃO", EM BOA PARTE DO BRASIL.
LAMENTAVELMENTE MUITOS DOS GOVERNANTES AINDA NÃO VALORIZAM AS OBRAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES PROVOCADOS POR GRANDES TEMPORAIS, QUE OCORREM NESSE PERÍODO. PARA RECUPERAR OS ESTRAGOS GASTAM MUITO MAIS DO QUE GASTARIAM NA SUA PREVENÇÃO.
OS BUEIROS ENTUPIDOS, AS VALESTAS DE ESCOAMENTO E OS CURSOS D' ÁGUA ASSOREADOS, COM TERRA, LIXO, PNEUS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS E TODA SORTE DE OBJETOS INSERVÍVEIS, QUE SÃO LANÇADOS EM SEUS LEITOS PROVOCAM REPRESAMENTOS DAS ÁGUAS E DAÍ AS INUNDAÇÕES E ENCHENTES.
NORMALMENTE OS MAIS AFETADOS SÃO
USUARIO E A ENERGIA SOLAR
Da Agência Ambiente Energia – Tramita na Câmara dos Deputados projeto que concede incentivos fiscais a quem utilizar energia solar em residências e empreendimentos. O projeto de lei 2562/11, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), prevê que os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido, até o ano de 2020, parte das despesas com a aquisição de bens e serviços necessários ao uso de energia solar.
O objetivo da proposta é aumentar a utilização da energia solar, reduzindo seu custo e estimulando a energia renovável. Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A dedução prevista, com base na tabela do imposto de renda para pessoa física, tem os seguintes limites: de 100% entre R$ 1.499,16 e 2.246,75; de 75% entre R$ 2.246,76 e 2.995,70; de 50% entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19; de 25% acima de R$ 3.743,19. Esses valores deverão ser reajustados conforme a atualização da tabela do imposto de renda.
No caso da pessoa jurídica, a dedução é de 100% para a empresa de pequeno porte; de 75% para a empresa regida pelo Supersimples; de 50% para a empresa regida pelo lucro presumido; e 25% pela regida pelo lucro real. As instalações que empreguem energia solar para aquecimento de água ou geração direta de energia deverão ser inspecionadas pelas distribuidoras de energia locais. Clique aqui para ver o projeto na íntegra.
(As informações são da Agência Câmara)
AREAS DE RISCO,GEOLOGIA E ARQUITETURA
ÁREAS DE RISCO, GEOLOGIA E ARQUITETURA
Os graves e recorrentes problemas de ordem geológico-geotécnica que têm vitimado milhares de brasileiros, como processos de erosão/assoreamento/enchentes e deslizamentos de taludes e encostas, têm tido sua principal origem na incompatibilidade entre as técnicas de ocupação urbana e as características geológicas e geotécnicas dos terrenos onde são implantadas.
No caso específico dos deslizamentos, ou são ocupados terrenos que por sua alta instabilidade geológica natural não deveriam nunca ser ocupados – é o caso das expansões urbanas sobre a Serra do Mar, ou são ocupadas áreas de até baixo risco natural, perfeitamente passíveis de receber a ocupação urbana, mas com tal inadequação técnica que, mesmo nessas condições naturais mais favoráveis, são geradas situações de alto risco geotécnico – é o caso de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e tantas outras cidades brasileiras.
O fato é que, ao lado das deficiências crônicas de nossas políticas habitacionais, o que acaba obrigando a população mais pobre a buscar solução própria de moradia em áreas geologicamente problemáticas, não possuímos no país uma cultura técnica arquitetônica e urbanística especialmente dirigida à ocupação de terrenos de acentuada declividade. Isso se verifica tanto nas formas espontâneas utilizadas pela própria população de baixa renda na auto-construção de suas moradias, como também em projetos privados ou públicos de maior porte e perfeitamente regulares que contam com o suporte técnico de arquitetos e urbanistas. Em ambos os casos, ou seja, no empirismo popular e nos projetos mais elaborados, prevalece infelizmente a cultura técnica da área plana. Isto é, através de cortes e aterros obtidos por operações de terraplenagem obsessivamente busca-se produzir os platôs planos sobre os quais irá ser edificado o empreendimento. Esse tem sido o cacoete técnico que está invariavelmente presente na maciça produção de áreas de risco a deslizamentos nas cidades brasileiras que, de alguma forma, crescem sobre relevos mais acidentados.
É imperiosa a necessidade da arquitetura e do urbanismo brasileiro incorporarem em sua teoria e sua prática os cuidados com as características geológicas dos terrenos afetados. Essa nova cultura automaticamente levaria a uma mais estreita colaboração entre Arquitetura, Geologia e Geotecnia. Como concisa diretriz, podemos entender que está colocado o seguinte desafio à arquitetura e ao urbanismo brasileiros: usar a ousadia e a criatividade para adequar seus projetos à Natureza, ao contrario de burocraticamente pretender adequar a Natureza a seus projetos.
Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)
· Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT e Ex-Diretor da Divisão de Geologia
· Autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Cubatão” e “Diálogos Geológicos”
· Consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente
O MINISTERIO E OS CORONEIS ATE QUANDO
Ministério da Integração dos Coronéis.
Roberto Malvezzi (Gogó)Há algumas décadas o Ministério da Integração Nacional é reduto dos coronéis nordestinos. Na era lulista o Ministério ficou inicialmente com Ciro Gomes. Ele se presume um estadista. Pensou estrategicamente o desenvolvimento do Brasil a partir do Ceará. Ali, um porto para exportar para o mundo – a competitividade dos preços pelo encurtamento das distâncias - com uma siderurgia no porto, movida pelas águas do São Francisco, com uma ferrovia (Transnordestina) que carreasse toda a produção mineral e do agronegócio desde o Piauí até o porto do Pecém. Em debates mais internos Ciro sempre foi sincero e nunca negou a natureza econômica da Transposição. Saiu Ciro e entrou Geddel Vieira Lima. Aproveitou a pasta e dirigiu mais de 60% dos recursos do Ministério para a Bahia. Fez a base de sua campanha eleitoral para governador no vale do São Francisco com recursos do Ministério para as prefeituras da região. Trombou politicamente com Wagner, perdeu, está no ostracismo político. Entra Dilma e o Ministério foi para Fernando Bezerra Coelho, ex-prefeito de Petrolina, da oligarquia reciclada dos Coelhos. Dominam a região há praticamente um século. É aliado de Eduardo Campos e quer ser prefeito do Recife e eleger o filho prefeito de Petrolina. Ele não se fez de rogado. Elegeu o filho Fernando Coelho Filho deputado federal e o irmão Clementino Coelho tornou-se presidente interino da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco). Diga-se, há nove meses ocupa o cargo. Liberou 9,1 milhão de reais para o filho através de emendas parlamentares, destinou 90% dos recursos de prevenção de enchentes para o Pernambuco, impôs 300 mil cisternas de plástico para serem distribuídas pela CODEVASF. Detalhe: 22.799 (38%) do lote inicial de 60 mil são para Petrolina e região.Era de se supor que um Ministro da Integração Nacional tivesse uma visão integrada do país. Mas, é assim, com políticos miúdos – salvo raras exceções -, com políticas miúdas que tem sido administrado esse Ministério. Enquanto o país de dimensões continentais se desmancha pelas encostas com as enchentes de cada verão, a visão paroquial permanece no miolo dos ministros. Para piorar, Fernando Bezerra conta com o aval da Presidente Dilma Roussef, inclusive para desmantelar a convivência com o semiárido e ressuscitar o coronelismo baseado no controle da sede humana, agora pela doação de cisternas de plástico.Agora tudo é claro como o sol de Juazeiro e Petrolina.
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Cristina Nascimento
Coordenação colegiada -CETRA
ONU ABRE INSCRIÇÕES PARA EVENTOS PARALELO DA RIO+20
ONU abre inscrições para eventos paralelos da Rio+20
ONU abre inscrições para eventos paralelos a serem realizados durante todo o período da Conferência Rio +20 (13 a 22 de junho de 2012).
Instituições internacionais, representantes da sociedade civil (UN major Groups) e governos interessados poderão apresentar ao Secretariado da Conferência, por meio de formulário eletrônico, suas propostas de eventos paralelos. O prazo de inscrição é 30 de março de 2012.
Essa primeira chamada refere-se a eventos paralelos que terão lugar no Centro de Convenções RioCentro, local em que se realizarão a 3ª reunião do Comitê Preparatório da Conferência e o Segmento de Alto Nível. Adicionalmente, em breve serão abertas inscrições para a realização de eventos paralelos e atividades relacionadas em outros locais do Rio de Janeiro.
Sobre os critérios de participação: http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?menu=127
Para inscrição: http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?menu=126
Informações adicionais: uncsd2012@un.org